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Onde me deixaste. Onde nós ficámos.

Vejo o meu reflexo nas minhas mãos, mas não te vejo nelas.
Vejo-te mas não te sinto.
Estendo-as e espero, ansiosamente como aqueles que sabem esperar.
Como aqueles que aguardam horas numa sala de espera de partidas e chegadas.
O único lugar onde temos a certeza absoluta em como o relógio não anda para trás.
Não anda nem nunca andou.
A nossa mente é que divaga e sonha com trapézios.
Queremos chegar mais alto contra qualquer indício de gravidade.
E o grave é acreditarmos que somos capazes, ou pior, acreditarmos apenas.
Espero-te, porque quem acredita teme, e eu morro de medo em não presenciar o minuto da tua chegada.
Morro de medo, morro como se me asfixiasse a mim mesma...
A cabeça pesa-me e não consigo encontrar mais nenhuma posição para me sentar.
Porque quem espera senta-se, porquê? O acto de esperar é só por si irracional.
É querer prender um momento nas nossas mãos quando nosso nunca foi.
Queremos agarrar o que não é nosso e o que acreditamos ser.
Vejo o meu reflexo nas minhas mãos, mas não te vejo...

By Raquel Aquino

3 comments:

Thank you for leaving a comment. Lots of Love, Raquel ♥

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